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Chevrolet Impala: provável substituto do Omega no Brasil

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O presidente da General Motors da América do Sul, o colombiano Jaime Ardila, declarou que a montadora norte-americana se prepara para colocar no mercado brasileiro um sedã de luxo substituto do Omega, sem precisar qual seria esse modelo.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

Entretanto, a escolha da GM do Brasil deve recair sobre três sedãs vendidos nos EUA: Malibu, SS ou Impala, sendo que este último é o que parece reunir as melhores condições de suceder o Omega.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

O Impala é vendido nos EUA em duas configurações de motor: quatro cilindros 2.5L ECOTEC de injeção direta de 200 cavalos e 186 lb-ft (25,7 Kgfm) @ 4.400 RPM de torque, e V6 3.6L de 305 cavalos e 264 lb-ft (36,5 Kgfm) @ 5.500 RPM de torque - em ambos os casos com tração dianteira, transmissão automática de seis marchas e sistema Start/Stop.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

Tendo em vista que o último Omega vendido no Brasil adotava motor seis cilindros, então o modelo mais potente seria o indicado. Suas dimensões são avantajadas: 5,11 metros de comprimento, 2,83 metros de entre-eixos, 1,5 metro de altura e 1,85 metros de largura. O porta-malas comporta 532 litros.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

O Impala é um sedã moderno, que chegou ao mercado dos EUA em 2014, trazendo um interior amplo, e itens de série como sistema multimídia com tela colorida,  ESP - Controle de Estabilidade, banco do motorista com ajustes elétricos, revestimento em couro, sistema de acesso ao carro Keyless com partida por botão Start ou pelo controle remoto.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

No quesito segurança, o Impala em suas versões mais caras, LTZ, que seriam as indicadas para chegar ao Brasil, conta com 10 airbags, alerta de colisão frontal, alerta de tráfego cruzado, alerta de saída involuntária de faixa e detecção de ponto cego.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

O sistema de iluminação, nas versões mais caras, conta com LED para uso diurno.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

O preço do modelo V6 LTZ topo nos EUA está em torno de US$ 35.000 dólares, sendo que no Brasil ficaria na casa de R$ 170 mil reais.

Malibu

O Malibu seria outra opção para a GM substituir o Omega, entretanto, este modelo já foi importado para o Brasil, e sofreu com a concorrência do Fusion. Nos EUA os dois concorrem, mas como o Malibu é feito nos EUA, não goza da isenção de imposto de importação do México - o que o deixaria mais caro que o modelo da Ford no Brasil.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Malibu

Com isso, o Malibu 2.5 LTZ chegaria ao Brasil com preços na faixa de R$ 145 mil, com motor quatro cilindros ECOTEC de 200 cavalos e transmissão automática de seis marchas, mas sem o mesmo luxo do Impala, e sem atributos para justificar o sobre-preço sobre o Fusion.

Novo Omega 2015 - Chevrolet Malibu

Outro ponto que pesa contra o Malibu é o fato de que ele vende bem menos do que a GM espera nos EUA, e, assim, o modelo deve sofrer uma reformulação abrangente em 2015.

Chevrolet SS

O SS seria uma outra opção para o lugar do Omega, mas neste caso com uma proposta mais esportiva, graças ao motor V8 do Corvette.

Novo Omega 2015 - Chevrolet SS

O preço seria bem mais elevado também, já que os US$ 50 mil dólares pedidos nos EUA se transformariam em algo em torno de R$ 240 mil reais por aqui com todos os impostos.

Novo Omega 2015 - Chevrolet SS

Esse nível de preço e a proposta bem mais esportiva do SS o deixam deslocado para o público para o qual um sedã desse seria destinado no Brasil.

Conclusão

Novo Omega 2015 - Chevrolet Impala

Tendo em vista as opções da GM dos EUA, o Chevrolet Impala é o modelo que reúne as melhores condições de suceder o Omega no Brasil. Caso chegue ao Brasil por preços na casa de R$ 170 mil reais, e contando com um visual de impacto, muita tecnologia e luxo superior a Fusion Titanium, Accord e Camry, teria condições para reviver o sucesso do Omega no mercado brasileiro.

Com informações: O Estado de São Paulo

46 comentários:

  1. Bem que poderiam vir para o Brasil! Gosto bastante dos carros que a Chevrolet comercializa nos EUA, uma pena que eles não vem pra cá!

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  2. Por 170 mil não tem como concorrer com o Fusion.

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    1. Salvo engano, o Fusion ainda tem mais uma vantagem no preço: motor de até 2 litros paga menos IPI. Acima de 2.0, se for só a gasolina, a alíquota mínima de IPI é de 25‰.

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    2. Fusion concorre com Malibu... O Taurus com o Impala...
      Olhando Fusion e Impala, vão achar que são da mesma categoria e o Fusion mais barato... Por mim nem trazia...
      O Impala só ia ter concorrente real de categoria o 300C, Azera e Cadenza... Se vier nessa faixa de preço mesmo não vai vender...

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    3. o impala vem pra concorrer com as versoes top do accord e camry

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    4. Top de Accord e Camry? Com Fusion?

      Não: O Ricardo Almeida já disse - Azera, Cadenza e 300C são seus concorrentes. Olhem o nível dos comentaristas daqui... sabem muito!

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  3. Substituto com tração dianteira? ...não rola !

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    1. Vdd mano , e tbm com 6 cilindros em linha , não v6 , pq o v6 tem mais torque do q potencia por seu motor não ter explosões homogêneas q nem no em linha

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  4. Se um automóvel de 50 mil dólares nos EUA equivale a 240 mil reais, vale a pena importar um MACAN de lá, pois o mais básico é vendido aqui por 399 mil reais.

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  5. Motor 2.5 com 18,6 Kgfm @ 4.400 RPM de torque e V6 3.6L com 26,4 Kgfm ?

    Deixa eu entender. Então o motor 2.5 da GM tem menos torque que o 1.0 TSI da VW (que terá, segundo relatos, 20kmfm? Ah, é turbo! Ok.

    Então o motor 2.5 da GM tem menos torque que o AP 2.0 8V do Jetta?

    Deixa eu entender II? o Motor v6 3.6L da GM tem tanto torque quanto o 1.4 TSI do Golf?...

    E o motor quatro cilindros TSI 2.0 do Jetta, com seus 36 Kgfm, tem mais de 10 Kg de torque a mais que o V6 3.6 da GNM?

    Na boa, a engenharia da GM e da Ford também (Mustang) está na década de 50 ainda...Sò coisas obsoletas em termos de engenharia...que derrota..

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    1. Não: O motor tem 25,8kgfm na versão 2.5 de 4 cilindros e 200kg e 36kgfm na versão V6.

      Se você realmente quisesse entender, iria ao Google para saber que estes números publicados por aqui estão (propositalmente?) errados.

      Omitido, outrossim, está o motor 2.0 Turbo que equipa o Malibu: 270cv e 40kgfm. Algum motor de Jetta tem isto? Acho que não.

      Baixa a bola, burrão.

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    2. http://g1.globo.com/carros/noticia/2013/05/menos-de-1-ano-depois-chevrolet-retoca-nova-geracao-do-malibu.html

      http://carplace.uol.com.br/chevrolet-inicia-producao-do-novo-impala-no-canada/

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    3. Acho que fizeram a conversão errada das unidades. O motor 2.5 possui 186 lb.ft (diferente de 186 N.m) de torque @ 4400 rpm e o 3.6 tem 262 lb.ft @5200rpm. Acredito que fizeram a conversão de N.m para Kgfm direto o que está incorreto.

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    4. Uma constatação.
      Vc dizer "Carlos4carros disse mentira" é um erro.
      O erro é redundância, "Carlos4carros disse" já se sabe que é alguma mentira. :)

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    5. Engraçado... quando ele erra, ele some e nem responde mais... Parece Richard, Roger, Julio Cesar, Bosley... Opss... será que Carlos também é do mesmo dono destes fakes?

      ihhhhhhhhhhhhh

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    6. Tem um tal de Osvaldo nesse pacote também.

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    7. 2.5 tem o torque de 25,5 kgfm

      3.6 tem o torque de 36 kgfm

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  6. Nome feio pra cacete hein. Impala, Impalado

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    1. Impala é um animal africano, um cervídeo conhecido pelo belo porte.
      Impalado??? isso não existe. vc quer dizer Empalado?

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    2. Se escreve Empalado, mas no Brasil, todos sabemos como muitos pronunciam a letra E, como Leite (quase todos falam Leiti), Estatistica (muitos falam Istatistica), Escola (a maioria diz Iscola).

      Escrever Impalado está errado, mas se alguém fala Impalado todos entendem o que se quer dizer.

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    3. MQG... que nível o teu, ein?

      Impala existe nos Chevrolet's desde 1958 e é um dos carros mais famosos da marca em todo o mundo.

      Vá aprender sobre carros antes de comentar... Só tem apedeuta automotivo por aqui...

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    4. MQG:
      Tá tudo bem. Entendi vc. Fala errado, escreve errado e ainda tenta se justificar...
      Aconselho uma coisa, vai procurar no dicionário(tb conhecido como "pai dos burros") o significado de "apedeuta" antes que vc pense que alguma coisa errada.

      .

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    5. Pode ficar tranquilo, estamos na geração onde reinam os analfabetos funcionais. Vide nossa presidentA defensora dos traficantes e estupradores...

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  7. Eu não compraria um gm destes importados porque a marca não mantém as importações, vende aqui por um tempo e depois interrompe, deixando na mão os proprietários que não tem mais acesso às peças e a desvalorização é gigantesca.
    Mesmo com o ômega, vendiam o nosso, ele saiu de linha e algum tempo depois começaram a trazer o australiano, depois interromperam por alguns anos e voltaram a trazer novamente até o carro sair de linha.
    Mesmo caso dos médios da fiat no Brasil, nenhum recebeu nova geração, todos morrem dando lugar a um novo modelo, foi assim com tempra/tipo, brava/marea, stilo e vai ser assim com o bravo.
    Fica dificil confiar em marcas que tem este tipo de comportamento, acham que o nosso dinheiro é capim.

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  8. "quatro cilindros 2.5L ECOTEC de injeção direta de 200 cavalos e 18,6 Kgfm @ 4.400 RPM de torque, e V6 3.6L de 305 cavalos e 26,4 Kgfm @ 5.500 RPM de torque"

    Números absolutamente errados.

    Em tempos, os motores são:

    4 cilindros aspirado de 2.5L, 25,8kgfm e 200cv; (Malibu e Impala)
    6 cilindros em "V" de 3.6L, 36,6kgfm e 306cv. (Impala)
    4 cilindros turbo de 2.0L, 40kgfm e 270cv. (Malibu)

    Que gafe, ein?

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  9. Estão errados mesmo. No próprio site da Chevrolet é possível obter os números corretos ou mesmo no Wikipédia.

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  10. carlao pra variar colocando informação errada dos outros....... bem típico de um mal carater!

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  11. Nunca teremos.
    A Chevrolet, por não ter incentivos do nosso desgoverno para importar seus carros, os venderiam muito caros. A própria Chevrolet importou 100 unidades do Malibu e os vendeu por 105 mil cada uma, vendeu todas, mas no final, viu que a experiência foi boa, mas não o suficiente para vender bem o carro com o Fusion enchendo o saco.

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    1. colega, a chevrolet ja viveu anos de gloria aqui no brasil com modelos importados da OPEL desde 1982 com monza que ja tinha um motor 1.6 e 1.8 cabeçote aluminio fluxo cruzado baita motor que a propria chevrolet tirou do 2.0 8v 140cv chega facil 150cv, e outra falar o que do C20XE do Vectra GSI hoje e´record na arrancada de tempo e potencia, omega 3.0 no anos 90 165cv cupim de asfalto 215km/h reais com plug 95 e gasolina podium 177cv recod pista 228km/h!!!!! hojeHoje Chevrolet esta perdida com esses modelos toscos, buscando pinico Americano que são modelos e motores piores que os alemão da OPEL E VAUXHALL

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    2. Sei que a Chevrolet, já teve momentos de glória aqui, mas hoje não está, tirou o Sonic do mercado por causa dos sucessivos aumentos dos outros carros, sendo que junto com o Cruze, o Sonic era o único carro global da chevrolet por aqui.
      Chevrolet vive de onix e olhe lá, ela está pagando por não querer nos dar o melhor que ela tem.

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    3. Renato, o Monza era fabricado por aqui. E, quanto a ser Opel, nunca foi: É mais um automóvel da General Motors, oriundo da plataforma J e equipado com motores família.

      Opel MORREU no final da II Guerra. Morreu porque foi roubada por nazistas durante e saqueada pelos soviéticos depois da Guerra. O que nasceu a partir de então, foi oriundo de PLANOS, IDEIAS, PROJETOS, ENGENHARIA, DINHEIRO e DESENVOLVIMENTO da GM, que decidiu ter esta linha que nasceria na Europa. Tudo foi por culpa da GM, já que da Opel só sobrou um nome e escombros bombardeados.

      Tenho um livro que fala do renascimento da Opel. Em todos momentos, lemos que a GM desenvolvia a linha "B" para o mercado Europeu - começou com os T-Cars (o primeiro deles, lançado no Brasil como Chevette, e na seqüência na Alemanha, como Opel Kadett "D"). Após os T-Cars, foram desenvolvidas novas linhas de motores para combater a Crise do Petróleo, que seriam os família 1 e 2, totalmente ideia da matriz americana, a qual, enfim, decidiu pelo primeiro automóvel mundial da marca, oriundo da plataforma J.

      Desta plataforma, saíram, na ORDEM: 1-Chevrolet Cavalier (EUA), 2-Opel Ascona, 3-Oldsmobile Firenza (EUA), 4-Vauxhall Cavalier (UK), 5-Chevrolet Monza (Brasil), 6-Pontiac J2000 (EUA), 7-Holden/Isuzu Camira (Austrália e Japão); 8-Buick Skyhawk (EUA) e, finalmente, 9-Cadillac Cimarron (EUA).

      O Brasil ficou com uma simples adaptação do Opel Ascona. Sabe por que? Porque o Chevrolet Cavalier era MUITO SUPERIOR ao Opel Ascona - motor, desenho, espaço, tecnologia embarcada e refinamento.

      Antes de falar um absurdo desses (ou achar que a Opel é algo independente), dá uma lida na história da marca. Tem dois bons livros a respeito.

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    4. John, tu não faz a menor idéia do que está falando, ou no caso escrevendo.
      Mesmo que a gm fosse proprietária da opel os projetos eram separados, assim como os ford americanos eram diferentes do europeu.
      Se ao invés destes carros que temos hoje a chevrolet brasileira oferecesse opel adam no lugar do celta, opel corsa no lugar do onix e opel astra no lugar do cruze teriamos carros de muito melhor nível.
      Esta é a primeira geração que a ford oferece o mondeo nos EUA, com o nome do fusion, e os americanos estão gostando muito, o nível é muito superior ao do fusion anterior.
      O motor família II é muito bom, muito melhor do que este lixo família I que estraga a linha chevrolet nacional.
      O família II 1.8 é um motor, macio e silencioso, fosse modernizado com o cabeçote ecotec e outros recursos modernos seria um ótimo motor, bem diferente deste família I do cruze que é áspero e ruidoso.
      Claro que a opel não e independente mas o nível dos seus carros sempre foi superior ao nível dos americanos, que sempre gostaram de barcas enormes e beberronas.

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    6. Tanto Ford quanto GM europeias, embora seus projetos sejam distintos em muitos casos do mercado americano, a voz final vem de Detroit. Engana-se se há 100% de autonomia no desenvolvimento.

      Cada projeto se destina ao perfil e as condições econômicas de cada mercado onde esta localiza a operação. Não da para comparar o mercado europeu com o americano, são bem diferentes, embora isso aos poucos esteja mudando por conta da adoção de projetos globais de veículos. Infelizmente aqui no Brasil com toda essa carga tributária e entre outras dificuldades, somos obrigados a engolir os motores da Família I, assim como não veremos nem tão cedo o excelente motor ecoboost da Ford.

      No final das contas, quem da as cartas é Detroit.

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    7. Marcio Santos,

      O que escrevi é a realidade. A GM optou pelo Opel Ascona como Chevrolet Monza e deixou o mais completo e mais potente Chevrolet Cavalier nos EUA.

      As linhas atuais da GM do Brasil nada têm com as linhas da Chevrolet americana, onde o Cruze é turbo e o Onix é Sonic e Celta é Spark (único compacto Top Safety Pick Plus e Good no Small Overlap). O Opel Adam citado por ti nada mais é do que uma decisão da matriz americana de lançar o Spark II (até então inédito) no mercado europeu. Se a GM não tirasse a Chevrolet da Europa, ela colocaria o Spark e jamais teria um Adam por lá.

      Não: A Opel NUNCA FOI SUPERIOR AOS AMERICANOS. NUNNNNCAAA!

      Basta pegar um Chevrolet Impala 1958 e compará-lo ao Opel Kaptain; Ou um Caprice 1975 e compará-lo ao Diplomat do mesmo ano. Outrossim, um Caprice 1991 com V8 de Corvette em comparação a um Senator 1991.

      Acho que você não conhece a GM americana para falar isto.

      A Opel, só a partir da década de 80, começou a ter produtos em pé de igualdade com a Chevrolet, que agradava ao americano e seus V8 beberrões de tração traseira.

      Tanto é, que vários carros europeus ('nosso' Kadett foi vendido como Pontiac e Saturn nos EUA durante os anos 80, sem sucesso algum), pra citar um exemplo.

      Foi a partir da década de 90 que as marcas americanas perceberam que os carros europeus e japoneses eram mais adequados.

      No caso da Ford, ela vendeu o Escort (que era um modelo bem diferente do modelo MK3 vendido por aqui e na Europa - o americano tinha até motores Mazda e o desenho era totalmente outro), mas foi um fracasso por lá. Americanos queriam da Ford: Taurus e Crown Victoria, duas banheiras!

      Portanto, hoje, temos vários carros diferentes no mundo.

      Não quero parecer arrogante, pois meu intuito é compartilhar conhecimento: Mas tenho vários livros, revistas da década de 80 e viagens ao exterior, o que me faz muito conhecedor dos modelos americanos e europeus fabricados entre 1900 e 1990. Quando digo muito, é saber de pronto números de chassis de Rolls Royce's e Isotta Fraschini que estão no Brasil e espalhados pelo mundo.

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    8. SDS, a Opel era apenas uma das várias marcas que morreram após a II Guerra. A VW nasceu pelas mãos inglesas; marcas francesas, muitas sucumbiram, como a Panhard et Levassor, Hispano Suiza, Bugatti, Talbot Lago, Delage ou Delahaye, as 04 últimas multi campeãs nas pistas das décadas de 1920 e 1930. Outras, como a Simca, que se associou à Ford e à Fiat, para ter o que vender, acabaram se virando, ou foram compradas por outras nos anos 60.

      A Opel é um caso desse: A GM tinha a marca, mas nem tinha mais um produto, pois os russos roubaram os ferramentais e começaram a produzir o Opel Kadett na União Soviética, chamando-o de Moskvitch 400! Após a GM estabilizar a Opel com produtos antigos e defasados, ela lançou os novos produtos, que seriam os T-Cars ou carros baseados em 6 Cil (até mesmo V8 small block) da Chevrolet, até que desenvolveu uma linha de motores pequenos (do Chevette) e outros motores novos, que seriam os Família I e II, na década de 70. Tudo que surgiu foi decisão da matriz americana.

      No caso da Ford, até 1932, com o modelo 1-18 (first eight, ou modelo "B"), seus carros eram globais, fabricados nos EUA, Inglaterra e Alemanha. Em 1933, ela decidiu que o modelo americano novo, chamado de Ford Model 40, seria fabricado apenas nos EUA e na Alemanha, onde ficou conhecido como Ford Rheinland, com uma carroceria um pouco diferente das padrões americanas (mais elegantes, dir-se-iam). Na Inglaterra, veio um Ford totalmente novo, com motor 4 cil flathead do modelo "A" (1928-1931) e que se chamou Ford Model C. Este, daria origem ao Anglia e Prefect. Com isto, havia uma Ford americana, uma alemã e outra inglesa. Nos anos 60, a Ford decidiu juntar suas filiais europeias, já que cada uma tinha um produto diferente. Nos EUA, ela tentou um compacto, chamado de Pinto, que é um dos maiores desastres da indústria americana. Vendo que os modelos Cortina, Capri, Escort e Fiesta eram sucesso na Europa njos 60's e 70's, ela trouxe o Escort para os EUA em 1985, com uma cara diferente do MK3. Não deu certo. Assim sendo, até o Focus chegar nos EUA, a Ford nunca deu bola para os modelos europeus por lá. Diferente da GM, que sempre criou carros globais, a Ford europeia tinha total independência para criar carros para Europa.

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    9. Legal, JP. Falei da dependência de Detroit, pois aqui na empresa trabalhamos para ambas (GM e Ford) e para alterações em componentes tão banais, tais com um simples parafuso ou mesmo um píno de pistão, a decisão vem de Detroit. Agora o projeto do carro como todo eu não sabia...

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    10. É isto ai, SDS: O que a Opel faz é Detroit que manda fazer, investe dinheiro, manda os engenheiros que ela quer, dá orçamento a ser cumprido e escolhe a equipe para o projeto.

      A Opel não cria nada sozinha, como a Audi faz no grupo VW e passa para os carros VW. Afinal, como sabemos, a VW não tinha motor refrigerado por água, até comprar a Auto Union e se apropriar do que viria a ser o Audi 100. Alias: Audi, morreu na II Guerra, junto da Horch e Wanderer. Das 4 marcas que formavam a Auto Union, apenas a DKW ficou, e veio a NSU. Horch era luxuosa demais para o pobre alemão do pós guerra; Audi era marca de carros médios, enquanto DKW e Wanderer eram de carros pequenos. Escolheram a mais popular dos pequenos, e ficou apenas a DKW.

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    11. Muito bom JP. Deu para aprender bastante. Seria ótimo se este espaço estivesse menos fanboys (que desconfio que seja vendedores) e os Haters sem conhecimento de causa algum.
      Abs

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    12. Sr. John Petrucci. Admirável tudo isso. Poderia compartilhar os nomes dos livros onde você encontrou a história da Opel e da GM e a influência da II Guerra na indústria automotiva? Cara, já te agradeço pelas linhas que eu li acima. Valeu.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. O impala vai vir pro Brasil algum dia?
    Tem como transferi algum carro de outros paises para o Brasil

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  14. Dos três, ainda sou mais o omega..

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  15. Se o Impala viesse com sua tração original,acreditem, poderia custar R$ 300.000,00, bateria fusion, Jetta, todos os modelos do oriente e ainda teria fila de espera !!!

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