A FCA lançou um plano de investimentos realmente ambicioso em maio deste ano, mas esse plano não foi considerado factível de ser realizado pelos mercados de ações, sendo que o maior obstáculo apontado é o enorme peso da dívida. Entretanto, o anúncio do plano de capitalização da FCA de US$ 4,7 bilhões de dólares, que envolve a venda de parte da Ferrari (veja detalhes aqui e aqui), animou os mercados financeiros. Desde o anúncio, as ações da Fiat subiram 50% na Bolsa de Valores de Nova York, atingindo seu maior valor em dez anos. Nos últimos dias, porém, já caíram 10%.

Fiat 500X - versão EUA

Com os recursos advindos da alienação da Ferrari, a FCA poderia reduzir parte de sua dívida. Além disso, os mercados financeiros estão gostando dos planos da FCA para o segmento de SUV da Jeep e RAM e também com as perspectivas da Maserati. A Alfa Romeo, que já foi tida como elemento chave na recuperação da Fiat, porém, está sendo considerada causa perdida.


O plano de negócios anunciado em maio pela FCA envolve um aumento de vendas anuais de cerca de 2 milhões de veículos até 2018, atingindo um patamar de 7 milhões de carros vendidos por ano. Ocorre que a maioria dos analistas acha FCA não vai conseguir cumprir atingir essa meta. Entretanto, se ela conseguir chegar perto, se tornará um importante player global.

Fiat 500X - versão EUA

Ocorre que os desafios são enormes até mesmo para chegar perto das metas estabelecidas. Para se tornar lucrativa, a FCA precisa atingir um nível de vendas no patamar de Volkswagen, GM, Toyota, e do conglomerado franco-japonês Renault-Nissan.

Sem muitas esperanças para o futuro da Fiat Chrysler

Para o professor Ferdinand Dudenhoeffer, do Centro de Estudos Automotivos (CAR) da Universidade Duisberg-Essen, não há muita esperança para a FCA no longo prazo.

Fiat 500X - interior

Segundo o pesquisador, para chegar no patamar de vendas de 7 milhões de veículos/ano – nível considerado essencial para que a FCA seja lucrativa, seria necessário atualizar todos os produtos da empresa em um prazo de três a cinco anos, e isso é algo praticamente impossível para a FCA sozinha.

A alternativa seria conseguir um parceiro. Mas os que estão disponíveis são igualmente fracos: Mitsubishi, PSA - Peugeot-Citroen – este último lutando para sobreviver. Uma alterativa mais eficiente seria com a Honda.


O pesquisador também aponta que as perspectivas em termos de mercados para a FCA não são animadoras. Na China a FCA continuará sendo irrelevante. Os EUA são um mercado estagnado e a Chrysler não tem outro mercado relevante que não o dos EUA. Por isso, “a FCA tende a não ser sucedida”, diz Dudenhoeffer.

Uma visão mais otimista, porém, vem da IHS Automotive, que também considera que as metas não serão atingidas. Para a IHS, os necessários 7 milhões de vendas / ano não virão em 2018, mas podem vir em com três ou quatro anos de atraso.

Com informações: Forbes

13 Comentários

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  1. Salvem a mamma! Andiamo comprar Pálios, gente!

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  2. A venda da Ferrari vai dar uma sobrevida para a Fiat, mas eu compartilho da opinião do Ferdinand Dudenhoeffer. Não há esperança para a Fiat no longo prazo. Não vejo como ela consiga competir com VW em nível global. Não tem produtos globais, e suas marcas de luxo estão definhando como a Alfa.
    A melhor coisa que a Fiat faria seria vender a Alta Romeo para a VW, que está disposta a adquirí-la. E aí a Alfa Romeo reviveria seus dias de glória...pois a VW faria versões dos Audi com um visual e interior Alfa Romeo...seria um show.

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    1. Mesmo sem os 4 carros, você é um show. Deveria ser contratado para ser consultor da VW. Pena só ter 13 anos de idade.

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    2. hahaha, boa! Vamos abrir uma enquete do que colocar no lugar do "4carros"

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    3. Muitos aqui dizem que você é fanático pela vw ou ganha dinheiro pra cumprir esse papel, para mim isso é indiferente, a unica coisa que levo em consideração é o conteúdo do que você fala, se for verdade o meu grau de conhecimento aumenta e assim aprendo mais. só que tem um detalhe . . . a vw pelo menos aqui com toda certeza não é o que você pinta, sempre foi muito mesquinha aqui no brasil, e não esqueça dos 400 mil motores da linha gol que foram preparados para serem trocados, foi considerado a maior aberração da historia automotiva aqui no brasil.

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    4. Isso sem falar na carroça que ela vendia aqui até o ano passado chamada de kombi. Com certeza o projeto de carro mais velho e inseguro vendido aqui no Brasil e que só parou de ser fabricado por força de lei.

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    5. Não tem o porquê colocar a Fiat como concorrente global. Ela está reduzida a Brasil e Itália. A Chrysler vende omente nos USA. Nos outros países, é apenas um traço no mercado.

      A estratégia da Fiat de vender carros de baixo custo foi mortal. Vende hoje, mas amanhã não vende. Fui comprador assíduo da marca, mas o que ela oferece hoje? Uno, Pálio, Idéia, Punto... tudo defasado, inseguro.

      Por exemplo, o eTorque, tão aclamado por ser BMW foi refugado por esta. Aguardemos o Renegade.

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    6. Por que os Volksmaníacos sempre se referem à Volkswagen a nível mundial? Qual o problema em falar sobre o Brasil, seus acertos e seus erros? Por que fogem sobre o assunto Gol, o campeão de vendas que mais decaiu em todo o mundo? E sobre o up!, cuja as vendas ficaram muito aquém do planejado e se mostra como principal erro estratégico que levou a gigante VW Brasila cair para terceiro lugar?

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    7. Nesse ponto Carlos tem razão: a situação da FCA é difícil a longo prazo, a não ser que ganhe na loteria com um projeto muito bem sucedido que gere um lucro fabuloso e seria muito interessante aliar o design alfista com a mecânica alemã da VW.

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    8. Tenho que concordar com o Carlos. O mercado da Fiat, se resume no Mercosul e Itália onde qualquer tombo nas vendas pode fazer com que a vaca atole de uma vez! No Brasil, a coisa já está ficando complicada, pois muito embora seja líder de mercado, seu volume de vendas em números absolutos caiu, assim como de todas as chamadas "quatro grandes".

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    9. Além das vendas em declínio, os descontos reduzem a lucratividade da FIAT, crucial nesse momento para ela. Provavelmente, a FIAT infla as vendas do Pálio para ganhar o "caneco de modelo mais vendido 2015".
      Ganha, mas não leva. Os riscos são enormes.

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  3. Ele não tem 13 anos e contratado já foi . . . só não sei por quem !!

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  4. O que faz uma empresa grande não é o número de vendas mas sim o valor agregado ao produto. Um exemplo disto é a Apple. Mercedes e BMW não vendem 7 milhões de veículos por ano e nunca se ouviu falar em crise destas marcas. Elas produzem o mesmo produto das concorrentes, mas cobram o dobro do preço. Foi por isso que a VW brigou pela compra da Rolls Royce e acabou adquirindo a Bentley e a Lamborghini. O Grupo FCA vai tentar transformar a marca Jeep neste tipo de produto, como Land Rover. Deve ter sido este o argumento para vender tantas ações.

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