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Escândalo Volkswagen - EPA: tudo ainda muito nebuloso

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A Volkswagen está envolvida, desde o dia 18/09, em um escândalo internacional, sendo acusada pelo governo dos EUA de vender carros a diesel com software que "contorna" as restrições ambientais. O resultado é que as ações da empresa despencaram cerca de 20%, hoje, e até o governo alemão determinou uma investigação sobre emissões desses modelos a diesel da VW. Este artigo se propõe a trazer os fatos, e estabelecer alguns pontos que precisam ser respondidos.


Da cronologia dos fatos

- Pesquisadores da Universidade de West Virginia, trabalhando em conjunto com a ONG - Conselho Internacional de Transporte Limpo, identificaram que determinados modelos Volkswagen emitiam, em determinadas circunstâncias, níveis de NOx acima do permitido por Lei.

- Esses pesquisadores alertaram o EPA - Agência de Proteção Ambiental dos EUA - e o CARB - Conselho dos recursos dos ar da Califórnia - desse comportamento anômalo em modelos VW/AUDI. Os dois órgãos passaram a investigar a questão.

- O EPA e o CARB questionaram a Volkswagen diversas vezes sobre tais divergências, e a empresa dizia que se tratava de uso fora de especificações.

- Em 03/09/2015, depois de EPA e CARB exigirem uma explicação final para os problemas de emissões identificados, a Volkswagen, por meio de um porta-voz, admitiu que esses carros contém um software que detecta quando o carro está passando por testes oficiais de emissões, e, nessas circunstâncias, ativa todos os sistemas de controle de emissão. Entretanto, a eficácia dos dispositivos de controle de emissões de poluição desses veículos é muito reduzida durante as situações normais de condução. Isso resulta em carros que atendem aos padrões de emissões nos laboratórios de testes, mas durante a operação normal, emitem óxidos de nitrogênio, ou NOx, em até 40 vezes acima do permitido. Esse software produzido pela Volkswagen é um "dispositivo manipulador", como definido pela Lei do Ar Limpo dos EUA.

- Em 18/09/2015, o EPA - Agência de Proteção Ambiental dos EUA - emitiu uma notificação de violação da Lei do Ar Limpo americana à Volkswagen, alegando que modelos VW e Audi, com motores quatro cilindros diesel, de anos 2009 a 2015, inclui um software que contorna as normas de emissões de determinados tipos de poluentes.

- Em 18/09/2015, o Estado da Califórnia, por meio de seu Conselho de Recursos do Ar (CARB), emitiu uma Carta de Conformidade à Volkswagen.

- Em 18/09/2015, tanto o EPA quanto o CARB iniciaram inquéritos para averiguar as ações da Volkswagen na questão.

- Em 20/09/2015, o CEO da Volkswagen, Martin Winterkorn, emitiu um comunicado oficial, "lamentando profundamente o ocorrido" e determinando uma investigação externa sobre o caso.

- Em 21/09/2015, as ações da Volkswagen caíram 18.6%;

- Em 21/09/2015, a Volkswagen suspendeu as vendas de alguns modelos diesel nos EUA e no Canadá.

- Em 22/09/2015, a Volkswagen AG emite notificação aos mercados financeiros informando que o software pode afetar até 11 milhões de veículos equipados com o motor EA 189 em âmbito global, e acrescenta que os novos motores especificação EU 6 que equipam seus carros na Europa estão em conformidade com a legislação. Além disso, informou que irá separar € 6.5 bilhões de Euros de seus lucros no terceiro trimestre de 2015 para tomar as medidas necessárias para endereçar a questão.

O que relacionamos até aqui são os fatos. A seguir traremos algumas questões que, na nossa avaliação, emergem desses fatos, e precisam ser endereçadas ou respondidas.

Admissão de responsabilidade, não de culpa

O Comunicado Oficial do Dr. Martin Winterkorn trouxe um pedido de desculpas público pelo fato de "a Volkswagen ter quebrado a confiança dos consumidores americanos".

Muitos podem entender esse pedido de desculpas como uma "admissão de culpa", mas estão errados. O comunicado oficial é uma afirmação de responsabilidade da empresa com a questão, e não uma admissão de culpa. No comunicado fica claro que a VW vai tomar as medidas para esclarecer os fatos, e determinou uma investigação, que, ao final, serão determinados os culpados.

A queda das ações é um problema?

As manchetes sobre a queda de 18% no valor de mercado na Volkswagen AG nas Bolsas de Valores pode ser bastante chocante à primeira vista, mas essa retração nas ações da empresa tem quase nenhum efeito sobre sua saúde financeira.

Isso decorre do fato de que apenas 12% do capital da Volkswagen AG é negociado nos mercados de capitais. Os 82% restantes estão nas mãos do Estado Alemão da Baixa Saxônica, Federação Alemã e Família Porsche.

Assim, a queda nas ações pode gerar alguns títulos sensacionalistas de matérias, mas tem pouco ou nenhum efeito sobre a saúde econômica financeira da empresa.

Solucionar o problema dos consumidores e dos concessionários

A crise que se instalou da Volkswagen exige respostas imediatas para os quase 500.000 americanos proprietários dos modelos afetados, e também para os concessionários.

Os proprietários desses quase 500.000 carros VW/Audi diesel estão em posse de um modelo que potencialmente não pode ser licenciado - por violar normas ambientais, e isso precisa ser resolvido rapidamente.

Felizmente a solução não é difícil ou complicada. Aliás, é até simples, já que os motores desses carros já provaram que podem atender a legislação anti-poluição, desde que os controles de emissão estejam todos ativos. Assim, basta à VW emitir um recall voluntário para esses modelos, desativando o "software manipulador", e o problema desses consumidores estará resolvido.

Com relação aos concessionários, basta atualizar o software dos modelos ainda não vendidos, fazê-los passar pela certificação do EPA, e autorizar a venda novamente. Ao mesmo tempo é necessário estabelecer uma equipe de gerenciamento de crise, que subsidie os concessionários com equipes técnicas especializadas a responder todas as questões sobre o assunto.

Com tais medidas, o principal "incêndio" da questão estaria contornado, possibilitando o desenvolvimento da investigação externa, que tem muitas perguntas a responder, como mostraremos a seguir.

As perguntas que precisam ser feitas, e o que precisa ser respondido pela investigação

O desenrolar dos fatos que relacionamos no começo deste post suscita algumas questões, no mínimo, "curiosas", que relacionamos a seguir.
  • O EPA notificou a VW AG no dia 18/09, e a VW AG emitiu um comunicado oficial quase 48 horas depois, no dia 20/09. Entretanto, no documento da EPA está escrito que um porta-voz da VW of America admitiu, no dia 03 de setembro - 15 dias antes da notificação pública - que a VW of America usava o software manipulador em seus carros. Ou seja, a Volkswagen já sabia internamente da admissão dos softwares manipuladores muito antes de ser notificada oficialmente, e mesmo assim a diretoria da empresa na Alemanha precisou de 48 horas para emitir um comunicado oficial? 
    • Isso significa que o board da VW AG, na Alemanha, foi pego de surpresa na sexta-feira, dia 18, em uma questão grave como essa, mesmo que, internamente, desde o dia 03/09, a empresa já admitiu que usava o software?
    • Essa informação de que, no 03/09, a VW admitia a existência do software ao EPA foi comunicada ao Board da empresa nos EUA e na Alemanha? Ao que parece, não.
  • Porque a pessoa que admitiu a existência do "software malicioso ao EPA", no dia 03/09, até agora não foi identificado?
  • Por qual motivo esse "software malicioso", que quando desativa os controles de emissão dos motores, resulta em um aumento apenas da emissão de NOx? Então quando se desativam os controles de poluentes, o principal elemento poluidor, que é o CO, não se eleva?
Essa são questões iniciais, que se depreende da análise dos fatos. Mas existem outras questões que precisam ser respondidas e esclarecidas para que se chegue a uma conclusão, mas a principal delas é: "quem se beneficia do uso do software malicioso nos motores VW"?

Quem se beneficia do uso do software?

A questão parece ser simples, não? A princípio o software foi feito para permitir que os motores 2.0 TDI Clean Diesel passassem nos testes de emissão do EPA, então a VW é que seria a beneficiária, correto? Não necessariamente.

Para que essa questão fique esclarecida, é necessário saber qual o benefício que os motores 2.0 TDI Clean Diesel têm com a desativação dos sistemas de controle de emissões. Ou seja, a investigação externa da VW precisa fazer medições de auditoria de performance e consumo desses motores, com o "software malicioso" ativo e inativo.

Caso esses testes mostrem que os motores 2.0 TSI apresentam um ganho significativo em termos de performance e consumo com o software malicioso ativo (com os controles de emissão desativados), então fica claro que a beneficiária seria a VW mesmo.

Nessa situação, a CEO da VW of America, e os diretores responsáveis, assim com o Dr. Martin Winterkorn, e os diretores da empresa na Alemanha relacionados diretamente com a questão, deveriam sair da empresa, pois essa seria uma resposta aos mercados, investidores e consumidores, a altura da questão.

Não interessa se eles estão ou não envolvidos diretamente com a questão. Se ficar provado que estão envolvidos, é evidente que não podem permanecer à frente da empresa. E caso se prove que esses executivos não sabiam do que estava ocorrendo, a situação é pior ainda, pois denota total descontrole da organização - o exige que eles saiam da mesma forma.

A Volkswagen pode ser vítima?

Entretanto, caso os testes dos motores 2.0 TDI Clean Diesel não mostrem variações significativas de performance e consumo com o "software manipulador" ativo e inativo, então fica claro que não faria sentido algum, do ponto de vista da VW, o uso desse software.

E nesse caso estaria-se, provavelmente, diante de um caso de sabotagem industrial. Pessoas ou entidades interessadas em macular a reputação da Volkswagen - pode ser até mesmo um empregado insatisfeito - poderiam ter introduzido esse "software manipulador" dentro do sistema de gerenciamento dos motores, e, posteriormente, "vazado" a informação para a ONG que trabalhou com a Universidade West Virgínia, esta que depois alertou o EPA, e, com isso, se estabeleceu o "escândalo internacional".

O fato é que o mercado americano é bastante competitivo, e alguns players, quando percebem que não conseguem vencer pelos meios normais, tratam de encontrar outras formas menos ortodoxas. Não seria o primeiro e tampouco o último caso de fraude/espionagem/sabotagem industrial nos EUA.

Ingenuidade?

É importante considerar que a hipótese de que a Volkswagen of America tenha tomado uma decisão, de forma institucional, de colocar um software que engana testes oficiais de emissão de poluentes exigiria um grau de ingenuidade empresarial que não é compatível com o status de maior empresa automotiva do planeta.

Será que uma organização como essa não sabe avaliar os riscos de um escândalo como esse? Será que a VW of America é feita de pessoas que não são capazes de perceber que a possibilidade de uma fraude dessa "vazar" é elevada? A execução dessa fraude teria que contar com envolvimento de muitas pessoas, algumas, inclusive, externas à organização, então o risco de vazar para a imprensa ou governo esse esse tipo de manobra é elevadíssimo. Na realidade, é quase certo que iria vazar.

Então, é evidente que executivos desse nível sabem medir riscos e sabem avaliar como se comportam equipes, do contrário não estariam na posição em que estão.

Enfim, não parece factível que a introdução desse tipo "software manipulador" tenha sido uma decisão técnica/empresarial da VW of America, pois isso exigiria um grau de ingenuidade que pode ser visto em muitos lugares, mas jamais em níveis elevados de decisão de empresas multinacionais.

Conclusão

O escândalo Volkswagen-EPA está ainda em sua fase inicial, mas um posicionamento mais fundamentado sobre a questão demanda algumas respostas a algumas questões, como, por exemplo:
  • Quem é o funcionário que admitiu a existência do software ao EPA no dia 03/09?
  • A diretoria da empresa na Alemanha e nos EUA foi comunicada dessa evento do dia 03?
  • Se sim, porque demorou 48 horas para emitir um comunicado oficial sobre a questão?
  • Ou, a diretoria da VW AG foi pega de surpresa no dia 18/09, com a notificação do EPA?
  • Porque o "software manipulador" só aumenta a emissão de NOx? 
  • Qual a vantagem, em termos de performance e consumo, dos motores 2.0 TDI Clean Diesel EA 189 com o "software manipulador" ativo e inativo?

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20 comentários:

  1. Vai colocar a culpa em algum fornecedor, receber uma multa e tudo certo.

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  2. Isso decorre do fato de que apenas 12% do capital da Volkswagen AG é negociado nos mercados de capitais. Os 82% restantes estão nas mãos do Estado Alemão da Baixa Saxônica, Federação Alemã e Família Porsche.

    Isso que chamo de preservar a saúde financeira do negocio, as leis alemãs são muito eficientes no que tange a administração financeira. Dificilmente até hoje uma empresa alemão faliu. Até porque são as que mais investem em P&D.

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  3. Muito estranho. Espero que a Volks tenha boas explicações.

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  4. Editor, o problema não é o CO2 e sim o CO que é a queima incompleta. Favor verificar e corrigir a matéria. No mais, matéria sensata.
    Agora é aguardar os próximos capítulos desta novela!

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    1. O texto não refere-se a CO2 ou CO e sim NOx, gases nitrosos. Nada errado.

      A VW AG não se meteria num gelada dessas, sou mais a terceira hipótese, de sabotagem.

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  5. Dinheiro inveja confiança sabotagem! !!!!!

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  6. Fico imaginando se esse escândalo fosse com qualquer outra marca, se a matéria seria tão imparcial assim...
    ps: tenho um VW, nem por isso sou fanboy da marca.

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    1. Também achei bem imparcial a matéria. Bem legal pois esclareceu muitos pontos!
      E realmente está tudo muito estranho. Tá com cara de que a VW foi sabotada nos EUA.

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  7. Não é tão simples assim. Primeiramente, 500.000 consumidores deverão se deslocar para as CSS. No meu caso, isso me afetaria bastante. Em segundo lugar, muitos consumidores poderão se sentir lesados com as altas taxas de emissão de poluentes, este também é o meu caso. Há riscos de desvalorização dos modelos, o que prejudica os consumidores. Em quarto lugar, 18% de donos de ação perderam 20% do patrimônio, será que a VW vai repor? Poderia enumerar outras questões que prejudicaram os consumidores e o meio ambiente. Como disse, a situação não é simples, na realidade é GRAVE. Pelo que foi dito na reportagem, o único a sair ileso é o CAPITAL DA VW.

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    1. Quanto a perda dos donos pela desvalorização das ações, o que você fala é uma sonora bobagem, só perdeu quem quis vender VOW3 hoje. O mercado acionário tem muito dessas altas e baixas. O futuro vai ser como a empresa se sair dessa hoje. "O único a sair ileso é o capital da VW" - bobagem nº2: a empresa já separou 6bi pra cobrir perdas, então esse caixa dela saiu momentaneamente afetado sim. Como diz o famoso personagem deste blog: muita gente dá pitaco, de orelhada, e eu completo - e nunca passou nem perto de uma Bolsa!

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    2. Unknown 15:57, muita gente também passou pela bolsa, mas achou que era um jogo parecido com roleta, bingo, etc.

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    3. Bobagem, não. O investidor perdeu, sim e muito. Não vou discutir investimentos com trollers na Internet, pois não te conheço e você muito menos a mim. Não vou apresentar meu CV.

      Retornando ao caso em questão, as perdas somente serão incorporadas, logicamente, se o investidor vender agora na baixa, porém uma queda desse vulto não se recupera nas próximas semanas; essa perda vai demorar e muito para ser recuperada. Então, os investidores perderam. E, tem mais, com a imagem "arranhada" vai haver perda nas vendas, ou seja, receita.
      Pode-se especular nesse cenário desanimador que, para reverter a queda nas vendas, os preços dos carros sejam reduzidos. Então, a margem dos lucros está comprometida.
      Nos E.E.U.U., as CSS independentes da marca deverão entrar na justiça contra o grupo VW, pois serão diretamente afetadas.

      Apesar de tentar acalmar o mercado, o grupo VW terá que ter uma retórica muito boa, além de ter que agir rapidamente para debelar o incêndio.

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  8. o mundo está em guerra e ninguém se dá conta disso.

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  9. O mesmo governo que acusa a VW e o que mais polui o mundo,isto tambem devemos refletir.

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  10. Parabéns pela matéria, fez mais perguntas e levantou mais hipóteses sem trazer afirmações precipitadas. Se toda a imprensa agisse dessa forma.

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  11. não se trata apenas de querer achar que a VW só tem responsabilidade se houver ganho de performace ou consumo. o software, pelo que se divulgou até aqui, tinha o próposito de identificar quando o veículo estaria submetido a testes sobre emissão de poluentes... ora... claro que ao mascarar a emissão de poluentes num mercado cada dia mais rígido sobre as regras ambientais beneficia a VW, que consegue colocar a venda motores que não atendem a legislação ambiental.. não é preciso ser um genio paara entender isso... e mesmo assim o texto tenta desviar desse foco.

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    1. O software não mascara nada. Ele apenas desativa os controles de emissão quando o carro está em uso normal. Isso só faz sentido se o carro andar mais e beber menos com o software ativo, do contrario a VW nao se beneficia em nada.
      Entao a questao é essa mesmo. Precisa ver se com o sistema ativo, o desempenho e o consumo pioram muito,

      A Bosch já informou que ela que forneceu os equipamentos. Ou seja, o software ao que parece não é da VW, mas a Bosch disse que só entrega o que a VW pediu.

      Duvido que a VW tenha feito um pedido de um software para enganar uma teste de emissoes.

      Na minha opiniao está ficando cada vez provavel que teve sabotagem,

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    2. Não adianta de nada tecermos comentários conclusivos. Estamos nos antecipando aos fatos. Deixemos que as investigações norteiem futuras emissões de valores. Por enquanto só vamos ver comentários de cunho passional.

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    3. O problema maior é o poder absurdamente elevado que os ecologistas-melancia da EPA e do CARB tem, além do Obama ser um traidor que se curva ao rei da Arábia Saudita. Se os fascistas da EPA e os neo-hippies do CARB não estivessem comprometidos com uma agenda perigosamente socialista e claramente anti-americana, estariam promovendo o uso de biocombustíveis que fecham o ciclo do carbono e do nitrogênio em vez de forçar um aumento no consumo dos carros que além de intensificar a extração mineral vai apenas transferir o problema da poluição para os equipamentos da indústria petrolífera e a frota de navios-tanque que busca o petróleo cru no Oriente Médio e na Venezuela.

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  12. É verdade, admitiram que colocaram lá um software manipulador. Mas eles não tem culpa de ter colocado o software lá. Vamos a uma pequena história: Eu sou o dono de um supermercado e meu gerente permite que vendam produtos com data vencida ou estragados. Além disso, os demais empregados não cumpriram direito com as suas obrigações, que seria verificar e avisar do problema. A culpa é do gerente (que eu contratei) e eu assumo a responsabilidade e responderei sobre isso nos órgãos reguladores e fiscalizadores, além de pagar as multas e demais encargos que isso possa me causa. OK!

    Se eu contratei os idiotas eu sou o responsável e culpado (indiretamente) por tal fato ter acontecido. Já que a dona VW não é a culpada, que ela diga o nome dos culpados e os processe devidamente.

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