Um aspecto que sempre chama a atenção no Voyage e no Gol são duas coisas: o acabamento interno, com montagem de excelente qualidade e a solidez estrutural e rigidez torcional da carroceria.
Suspensão plenamente adaptada para o piso brasileiro, jamais chega ao fim do curso dos amortecedores, supera buracos, lombadas e crateras com muita facilidade e sem a sensação de que o carro está sendo "judiado". Ao contrário, o Voyage enfrenta o piso ruim das vias brasileiras com total tranquilidade.
A frente é praticamente impossível de raspar no chão, mesmo quando motorista abusa da velocidade em lombadas ou em descidas de rampas, a frente não toca o chão, como é comum acontecer em outros carros, o que denota a perfeição com que a suspensão do sedã da linha Gol foi desenvolvida para o Brasil.
Outro ponto a ressaltar é o fato de que essa suspensão, mesmo sendo muito adaptada ao piso brasileiro, é também muito bem ajustada para proporcional ótimo nível de estabilidade ao carro. O Voyage mantém-se neutro em curvas, transmitindo muita segurança ao motorista.
Interior
Logo ao entrar no Voyage, observa-se o volante, que é o mesmo usado no Jetta mais simples, tem excelente empunhadura.
Entretanto, o que mais se sente falta é do sistema de ajuste dos retrovisores por comando elétrico, especialmente quando se precisa ajustar o retrovisor direito, que exige contorcionismo do motorista e pode, inclusive, levar a um acidente caso esse ajuste tente ser feito com o carro em movimento.
O aspecto geral, porém, mostra um interior bem montado, com cuidado no acabamento, peças bem encaixadas, materiais que, apesar de simples, são de boa qualidade.
O carro apresenta-se silencioso - não tanto quanto o Hyundai HB20S, campeão nesse aspecto - e que permite uma conversa dentro do carro andando a 120 Km/h em rodovia sem aumentar o tom de voz.
Os bancos são confortáveis e com estrutura firme - o que contribui para permitir longas horas ao volante sem sentir cansaço ou dores nas cotas.
Mecânica
O motor é motor 1.6 da VW com 104 cv de potência. Entretanto a revista Fullpower colocou esse motor no dinamômetro e encontrou 109 cavalos. O fato é que é uma unidade adequada ao Voyage, propiciando agilidade tanto em trânsito urbano quando em estrada.
Esse motor é associado com um câmbio suave, com alavanca curta, de trocas precisas. Trata-se de uma caixa manual que é referencial na categoria, com escalonamento perfeito. Esse conjunto resulta nos seguintes números de consumo:
Consumo Etanol
Ciclo urbano (cidade): 7.3 Km/l
Ciclo rodoviário (estrada): 9.4 Km/l
Consumo Gasolina
Ciclo urbano (cidade): 10,7 Km/l
Ciclo rodoviário (estrada): 13,7 Km/l
- Acabamento interno
- Silêncio interno
- Falta ajuste de altura no volante
- Não tem chave canivete com telecomando do alarme e de abertura das portas
- Não dispor de vidros elétricos traseiros
- Não dispor de comando elétrico dos retrovisores
- Painel com desenho cansado
O preço sugerido do Voyage 1.6 básico é de R$ 38.100 reais básico. Mas soma-se pintura metálica (R$ 1.048 reais) e ar-condicionado (R$ 2.730), e chega-se nos R$ 41.878 pedidos em configuração mostrada no teste.
Conclusão
O Voyage 1.6 básico, equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS e duplo airbag é um carro feito para andar no piso de baixa qualidade brasileiro. Trata-se de um carro que chama a atenção por sua qualidade de acabamento interno, ótima posição de dirigir, motor de respostas rápidas, carroceria de elevada rigidez torcional e suspensão perfeitamente adaptada.