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Mercedes-Benz: produção no Brasil não reduz preços

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A Mercedes-Benz do Brasil afirmou, por intermédio de entrevista à agência Auto Data do seu diretor geral de marketing de vendas, Sr. Holger Marquartdt, que a produção no Brasil do sedã Mercedes-Benz Classe C e do SUV Mercedes GLA não os torna mais baratos, pois despesas com oscilações de taxa de câmbio e de mão de obra impem uma retração nos valores. Situação similar se verificou com outras marcas de luxo, como Audi e BMW.

Mercedes-Benz Classe C 180 - Brasil

A montadora já produz em sua fábrica de Iracemápolis, Estado de São Paulo, o sedã médio Classe C. A planta, que tem capacidade de produzir 20.000 veículos por ano, opera atualmente com apenas um turno de produção, em função da crise que se abate sobre o mercado.

Mercedes-Benz GLA 2017

No segundo semestre deste ano inicia-se a produção do GLA. Classe C e GLA respondem por quase 50% das vendas totais da marca no Brasil, sendo que a produção brasileira atende inicialmente apenas o mercado brasileiro.

Mercedes Benz do Brasil

A subsidiária brasileira estuda a possibilidade de abastecer os mercados de Argentina e Colômbia com os modelos brasileiros, mas não há nada de concreto no momento, já que tais mercados, hoje, são atendidos pela produção de fábricas da marca nos Estados Unidos da América e Alemanha.

Market share

O mercado de carros de luxo no Brasil caiu este ano 21,5%, mas as vendas da Mercedes caíram em ritmo menor - 19,7%. Com isso, a montadora conseguiu melhorar sua participação de mercado em 1%, passando a deter 30% do mercado de carros de luxo no Brasil.

Mercedes A45 AMG

Para o ano de 2016 como um todo, a expectativa é de queda de vendas do mercado de luxo no Brasil da ordem de 20%.

Rentabilidade da operação brasileira

Segundo o executivo, a rentabilidade da operação brasileira em 2015 foi da ordem de 10%. Entretanto, em 2016 esse número deve cair, em função da retração de mercado.

Futuro

Mercedes-Benz GLA

A Mercedes-Benz do Brasil vendeu cerca de 50 mil veículos no Brasil em 2015, e tem como meta atingir um número de 70 mil unidades ano. E para isso há necessidade de estabilização da economia e volta da confiança, para que os consumidores possam voltar a gastar.

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12 comentários:

  1. Os valores cobrados por aqui estão bem próximos dos cobrados no mercado americano, a partir de 40 mil dólares. Enquanto o câmbio e economia não estabilizarem, as vendas serão bem oscilantes mesmo. No caso da MB, há todo um trabalho a ser aprimorado no pós-venda. Embora tenha ajustado a imprevisibilidades dos valores das revisões, os preços cobrados pela peças ainda são os mais altos da categoria.

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  2. Os preços não tem nada haver com os custos. A mercedes certamente esta gastando menos por unidade e lucrando mais produzindo por aqui, agora o preços é o mercado que aceita então que aumentem mais e mais e mais ja que o mercado continua comprando comprando e comprando!

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  3. Em geral, essa é a regra com a tal produção local. Se por um lado as empresas deixam de pagar imposto de importação e passam a contar com um frete mais barato, por outro existe o custo do investimento da construção ou modernização da fábrica, uma mão de obra em alguns cenários mais cara e um sistema tributário complexo, defasado e extremamente oneroso no preço final. No fim, a produção local acaba exigindo o sacrifício de componentes mais caros no produto importado para que o preço final do produto nacional não seja tão diferente do importado e ao mesmo tempo manter o retorno que o acionista espera desse mercado.

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  4. Brasil, só melhorando. Golf Highline mothafocka alemão custava 80 mil. Agora, fabricado no Brasil, depenado, sofrido e maltratado, custa 120. Série 1, completona, mothafocka, alemã, custava 89 mil. Brasileira, depenada, (bom, pelo menos melhorou o motor) custa 140 mil. Três vivas ao Super IPI de 35% "fomentando" a industria brasileira!

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  5. O custo de produção realmente pode ser menor. Mas teve muito investimento na fábrica do Brasil com certeza vai querer recuperar o valor investido o quanto antes por isso preco não baixa

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  6. Gente, eu não entendo o Brasil, se o dólar sobe os preços acompanham, se cai, os preços continuam nas alturas... Ainda bem que meu dinheiro não dá para um Mercedes...

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    1. bom no mínimo vc é estrangeira
      nesta terra nada abaixa, tudo sobe
      a questão do dollar e assemelhados só desculpa
      duvida olhe e veja a escalada de aumentos que tem nos automóveis

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  7. Semore haverá argumentos para redução de imposto e desculpas para manter o preço.

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  8. Claro, eles querem manter o status, onde só rico pode comprar e encher o bolso deles. Tinham que inventar uma desculpa... Num carro básico deles, 50mil se paga só pela marca, tento em vista modelos muito semelhantes e mais completos por muito menos. Em menos de um ano teve modelo que subiu mais de 20mil. E o brasileiro burro da classe média sonha em ter um só pra ostentar... Esses são carros para quem tem $ sobrando.

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  9. Estive em Curaçao e lá um C200 custa U$ 48.000,00, ou seja, quase o mesmo preço daqui. E estamos falando de um lugar que é conhecido como paraíso fiscal.
    Em relação ao comentário do Pablo, posso afirmar que em um carros como MB, Audi e BMW não se paga a mais só a marca. Mesmo veículos "mais completos" não possuem, nem de longe, a mesma qualidade. Basta andar em um e, mesmo sem saber onde está o diferencial, você perceberá que está em um carro muito superior.

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    1. Concordo que são melhores, afinal alemão é um povo caprichoso. Já fiz test drive em Audi e Mercedes. Mas não se esqueça que esses U$ 48mil seriam como R$ 48mil para eles. Nosso R$ que vale qse 4x menos. Então não se pode comparar valores tanto nos EUA como Europa.

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