A Comissão Europeia avalia substituir as atuais tarifas de importação aplicadas a veículos elétricos chineses por um sistema de preço mínimo, segundo proposta apresentada em 12 de janeiro. A medida pode reduzir tensões comerciais entre Bruxelas e Pequim.
Fabricantes chineses enviaram à União Europeia uma proposta contendo preços mínimos de importação, limites anuais de volume e compromissos de investimento futuro na região. Caso seja aprovada, a nova estrutura substituiria as tarifas impostas em 2024, que atualmente chegam a até 35% sobre veículos elétricos produzidos na China — incluindo modelos fabricados por marcas não chinesas, como a Tesla.
A possibilidade de mudança foi bem recebida pelo mercado financeiro. Ações da BYD subiram até 4,8% em Hong Kong, enquanto a Xpeng avançou 5,3% e a SAIC Motor teve alta de até 3,6% em Xangai. Investidores veem o preço mínimo como uma alternativa menos onerosa do que as tarifas, com impacto positivo sobre margens e volumes de venda.
Segundo Eugene Hsiao, estrategista da Macquarie Capital, o modelo também pode beneficiar fabricantes europeus, como a Volkswagen, que utilizam a China como base de exportação de veículos elétricos. Ainda assim, ele ressalta que o mecanismo de preços precisaria ser flexível para acomodar diferentes categorias e níveis de produto.
Após uma investigação de um ano, a União Europeia acusou fabricantes chineses de se beneficiarem de subsídios estatais, o que teria permitido a venda de carros elétricos a preços mais baixos no mercado europeu. Em resposta, a China adotou medidas contra setores europeus, como laticínios, carne suína e bebidas alcoólicas, enquanto negociações continuaram para evitar uma escalada do conflito.
Os números ajudam a explicar a preocupação europeia. Entre janeiro e novembro de 2025, a China exportou cerca de 579 mil veículos elétricos a bateria para a Europa. BYD, SAIC e Geely responderam, cada uma, por aproximadamente 10% a 15% desse total.
O preço médio dos elétricos chineses vendidos no continente ficou em torno de 25 mil euros, abaixo da média geral de importações de BEVs, estimada em 30 mil euros.
Para analistas do Morgan Stanley, a discussão ainda depende de detalhes, mas o sinal é considerado construtivo para a expansão das vendas de elétricos chineses na Europa. Ao mesmo tempo, o bloco tenta equilibrar a abertura comercial com a proteção de sua indústria automotiva, que enfrenta concorrência crescente de modelos chineses mais acessíveis em diversos mercados globais.
Se adotado, o sistema de preço mínimo pode redefinir a dinâmica do mercado europeu de veículos elétricos, influenciando estratégias de produção, localização industrial e posicionamento de preços tanto de fabricantes chineses quanto de marcas tradicionais do continente.
Fonte: Auto News








Por isso a Audi está desesperada!
ResponderExcluirFica fazendo lobby contra suas conterrâneas chinesas.
isso é coisa da VW e da Audi, com medinho do chinas.
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