"Pessoal, eu tive que vender o meu carro anterior, um Golf 2.0 Sportline 2013 Automático, para investir na construção de uma casa. Depois da venda do Golf fiquei uns três meses andando com um Gol G4 1.0 3 portas, pelado, alugado, no qual eu pagava R$ 33 reais por dia. Entretanto, com a obra na fase final, consegui juntar um dinheiro a mais para comprar um carro, tendo como limite máximo de preço em R$ 35 mil reais, pois eu não queria financiar (juros estão muito elevados).
As opções: Uno Mille, Gol G4/G5, Renault Clio
Com a ajuda de um amigo, comecei olhando os carros na faixa de R$ 20 mil reais usados. Um outro colega me ofereceu um Peugeot 206 2010 por R$ 15 mil, com mais de 100.000 Km. Fiquei tentada pelo preço, mas meu "advisor" disse que há grande chances de paradas frequentes na oficina - o que me levou a descartá-lo.
Então passei a buscar carros mais novos. Olhei Uno Mille 2013, modelo antigo, com preços na casa de R$ 13.500 reais - mas ao ver o carro de perto, o design definitivamente não me agradou. Passei a buscar Novo Uno e Renault Clio, 2013 e 2014. Encontrei alguns com menos de 20.000 quilômetros rodados, na faixa de R$ 20 mil reais, com três portas e sem ar e sem direção.
Fui fazer o teste no Uno e no Clio, e isso foi fundamental para descartá-los, pois, apesar de estarem em bom estado, a falta da direção hidráulica os torna muito desconfortáveis, exigindo muito esforço nas manobras, pois a direção é muito dura e extremamente cansativa - exigindo muitas voltas. Então pensei: "para ficar com carro pelado, continuo com o Gol G4, que é péssimo, mas pelo menos está barato".
Diante da constatação da inviabilidade de eu usar um carro sem direção hidráulica, por comprometer muito o conforto, passeei a buscar carros 2014 e 2015, 1.0, com direção hidráulica, e encontrei Gol G5 e Novo Uno, ambos 1.0, na faixa entre R$ 25 mil e R$ 30 mil, com os exemplares em melhores condições apresentando preços mais próximos de R$ 30 mil que de R$ 25 mil.
Até achei alguns desses modelos interessantes, mas nenhum que bateu aquele sentimento "é esse!". Carro usado é difícil emocionar: ou tem um risco na pintura, ou o volante está muito usado, os revestimentos já estão encardidos, mas têm bom custo-benefício - um aspecto que me atrai.
Chery o quê?
Ocorre que nessas pesquisas de carros baratos nos portais de usados, colocando preço até R$ 30 mil, quilometragem até 40.000 Km, e ano de fabricação maior que 2014, sempre surgiam modelos como Chery QQ e Jac J2, e resolvi olhar um Chery QQ usado.
Chery QQ antigo: estilo simpático, mas inviável para quem precisa pegar estrada |
![]() |
Volkswagen Up! : estilo moderno, visual agradável, gostoso de dirigir e econômico, mas muito caro pelo tamanho. |
Chery Celer Hatch - design cativou meus olhos; preço, o meu bolso
Então, eis que na visita a um desses Chery QQ que eu pesquisei, que estava à venda em uma concessionária Chery, vi o Celer Hatch nacional. Achei bonito, mas nem imaginava que poderia comprá-lo, pois pensei que seria muito caro.
Confesso que nunca tinha ouvido falar da marca, mas ao chegar no showroom da concessionária aquele Celer branco, de tamanho similar a um Golf, com visual bem esportivo e agressivo, fiquei bem impressionada. Meu "conselheiro" me disse que era o Chery Celer fabricado no Brasil com motor flex. Mas gostei mesmo da estética.
Entrei e achei bem acabado, bons materiais, ótimo espaço interno - e o cheiro de carro novo! O porta-malas abre por meio de um botão no painel, e o espaço para bagagem é enorme, talvez maior que o do meu Golf anterior. Meu amigo me disse que estavam vendendo o carro em preço promocional em R$ 32.900 reais, e aí comecei a fazer contas e a ficar entusiasmada. Pedi para fazer um test-drive.
Bom, eu vinha de testes com carros como Clio e Uno sem direção e sem ar, com motor 1.0, e estou usando um Gol G4 pelado. Acostumada com esses carros, quando saí com o Celer para test-drive me achei no paraíso: a direção é levíssima, o ar-condicionado gelava o interior mesmo com um calor de 35 graus lá fora. E silêncio! Muito silêncio! Não há barulhos de peças soltas, nem rangidos.
Fechei todos os vidros e acelerei forte e freei forte também. A puxada é bem melhor que dos 1.0, mas não é fenomenal - a vendedora me disse que o carro de teste-drive estava "muito novo", e que o desempenho melhora com o tempo. Os freios me chamaram a atenção, e me passaram segurança.
Mas o que me encantou mesmo foi a suavidade ao rodar, silêncio interno e maciez da direção hidráulica. Ajustei o banco para o meu biotipo e fiquei em uma ótima posição de dirigir. Questionei sobre garantia, e a vendedora me deu a informação que são 5 anos - "bem melhor que os usados sem garantia que eu andei olhando", pensei.
E as revisões? Preços fixos: R$ 342 reais para a primeira revisão, em um ano ou 10.000 Km. Mais R$ 342 para o segundo serviço, depois dois anos ou 20.000 Km. Os demais valores também são fixos, e a Chery permite agendamento e parcelamento dos valores em três vezes sem juros. Bom!
Ao fim do teste, já estava decidida a negociar. Depois de muito choro, consegui que me fizessem R$ 32.900 reais no carro (fazia um dia que a promoção tinha terminado, e o valor de venda era R$ 34.900). Ainda paguei mais R$ 480 reais pela película preta nos vidros e em um sistema de acionamento automático das janelas ao fechar as portas pelo comando de alarme. Preço total R$ 33.380 reais e mais nada! Pego o carro na semana que vem!
Conclusão
Apesar de estar ainda receosa para saber como se comportará a Chery com relação a disponibilidade peças, estou muito feliz com a escolha, pois o carro tem um visual muito bonito, bem acabado e é muito gostoso e macio de ser dirigido. E tudo coroado por um preço que achei muito bom: R$ 32.900 reais, me dando a sensação de ótimo custo x benefício".