- Sistema compacto para o mercado japonês; Sistema intermediário com novo motor 2.0 de injeção direta, previsto para 2027;
- Sistema de grande porte com novo motor V6, destinado a SUVs, minivans e crossovers de grande porte a partir de 2029.
A Honda revisou de forma significativa sua estratégia global de eletrificação após registrar o primeiro prejuízo operacional desde sua abertura de capital, em 1957. Sob comando de Toshihiro Mibe, a fabricante japonesa abandonou oficialmente a meta de eliminar veículos com motores a combustão até 2040 e anunciou uma nova ofensiva focada em híbridos, com o lançamento de 15 modelos até 2030.
O resultado financeiro do ano fiscal encerrado em 31 de março de 2026 marcou uma mudança histórica para a montadora. A Honda reportou prejuízo operacional de ¥414,3 bilhões (US$ 2,6 bilhões), revertendo o lucro operacional de ¥1,21 trilhão registrado no período anterior. O prejuízo líquido foi de US$ 2,7 bilhões, impactado principalmente por baixas contábeis e desvalorizações relacionadas a investimentos em veículos elétricos, que totalizaram US$ 9,9 bilhões.
Durante apresentação em Tóquio, Mibe afirmou que a empresa precisa interromper rapidamente perdas financeiras e reposicionar seu portfólio para restaurar rentabilidade. Segundo o executivo, a meta de uma linha totalmente livre de combustão em 2040 tornou-se inviável diante da desaceleração da demanda por elétricos, mudanças regulatórias nos Estados Unidos, revisão de incentivos fiscais e aumento de tarifas.
A Honda passará a adotar uma abordagem diversificada, priorizando híbridos, combustão de baixo carbono, combustíveis neutros, células de combustível de hidrogênio e veículos elétricos, mantendo como objetivo a neutralidade de carbono apenas em 2050.
A montadora revelou dois protótipos híbridos: um sedã fastback que antecipa uma possível nova geração do Accord e um SUV que sinaliza o futuro Acura RDX híbrido. Ambos chegam ao mercado nos próximos dois anos.
A expansão híbrida terá foco especial na América do Norte. A Honda pretende elevar sua meta global de vendas de híbridos para 2,5 milhões de unidades anuais até 2030, acima da projeção anterior de 2,2 milhões.
Para sustentar essa estratégia, a empresa desenvolverá três novas plataformas híbridas:










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