A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nova carta pública, nesta terça-feira (23), na qual lamenta e classifica como motivo de "grande preocupação" a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de restabelecer incentivos à importação de veículos elétricos desmontados e semidesmontados (CKD e SKD).
Segundo a entidade, a medida contraria os interesses de trabalhadores, fabricantes nacionais e empresas brasileiras de autopeças, conforme manifestações de sindicatos, centrais sindicais, federações empresariais e associações do setor nos últimos dias. A Anfavea destaca que a decisão foi tomada sem consulta ao setor produtivo e altera, de forma repentina, uma política definida pelo próprio Governo Federal.
Cotas haviam terminado em fevereiro
As cotas para importação dos kits de montagem de veículos elétricos haviam sido encerradas em fevereiro de 2026, após cronograma estabelecido no ano anterior em diálogo com o setor produtivo. Para a associação, a retomada do benefício ocorre em detrimento de empresas e de milhares de trabalhadores distribuídos por nove Estados, além de comprometer a confiança de companhias que ajustaram seus planos de investimento com base nas regras pactuadas.
Avanço da eletrificação e investimentos anunciados
A entidade reitera que os emplacamentos de veículos eletrificados importados cresceram 214% entre 2023 e 2025, período em que a indústria nacional anunciou R$ 140 bilhões em investimentos até 2033 voltados a novas formas de propulsão, pesquisa, engenharia, modernização industrial e ampliação da cadeia de fornecedores.
De acordo com a Anfavea, os veículos eletrificados produzidos no Brasil responderam por 25,9% das vendas do segmento em 2025, e o mercado atendido por modelos fabricados no país cresceu 57% no acumulado até maio de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Para a associação, benefícios à importação podem ser relevantes em fases iniciais de implantação industrial, mas sua ampliação neste momento — quando investimentos já foram anunciados e a produção local está em expansão — reduziria os incentivos à evolução produtiva do setor.
A Anfavea afirma que continuará defendendo a descarbonização, a concorrência e a ampliação da oferta de veículos ao consumidor brasileiro, mas ressalta que a transição energética não está em discussão. Segundo a entidade, o debate real é sobre qual modelo de desenvolvimento o país pretende incentivar para a nova mobilidade e qual espaço será reservado à produção nacional nesse processo.






Dumnping absurdo dos xings....
ResponderExcluirMedo e desespero?
ExcluirO dumping não pode, só pode o cartel. Mesmo cartel que elevou o preço em mais de 100% pós pandemia, e agora quer fazer barreira de mercado pra impedir a importação.
Excluir"BYD também confirmou a intenção de tornar líder de mercado no Brasil até 2030 durante o evento de mobilidade eletrificada"
ResponderExcluirhttps://motor1.uol.com.br/news/799702/byd-mako-2026-dolphin-hibrido/
Audi seriamente impactada por essa notícia!
ResponderExcluirTwo more Chinese companies confirm production in Brazil:
ResponderExcluirBAIC and MG
https://www.automaistv.com.br/novidades/baic-confirma-operacao-no-brasil-com-ex-gwm-e-mira-suvs-e-eletricos/
https://motor1.uol.com.br/news/799804/mg-nacional-mg4-urban-mgs5/
PS: Maybe the MG9 will be produced in LATAM even before the Amarok 3, who knows...
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