A Stellantis anunciou que registrará perdas contábeis de aproximadamente €22 bilhões após reduzir seus planos de desenvolvimento de veículos elétricos e promover uma reorientação estratégica do negócio.
Como consequência, a empresa projeta prejuízo entre €19 bilhões e €21 bilhões no segundo semestre de 2025 e informou que não pagará dividendos neste ano.
Após o comunicado, as ações da montadora chegaram a cair 22% na bolsa de Milão, reduzindo em cerca de €5,2 bilhões o valor de mercado da companhia. O volume das perdas superou as expectativas de analistas.
Revisão da estratégia de eletrificação
Segundo a Stellantis, as decisões recentes buscam alinhar o portfólio de produtos à demanda efetiva do mercado. O CEO Antonio Filosa, no cargo desde junho de 2025, apresentará um novo plano estratégico em 21 de maio.
De acordo com o executivo, as perdas refletem principalmente uma superestimação do ritmo da transição energética, além de impactos de execuções operacionais anteriores. Entre as medidas adotadas estão o cancelamento de alguns modelos totalmente elétricos — como a picape Ram 1500 elétrica nos Estados Unidos — e o adiamento de projetos elétricos da Alfa Romeo na Europa.
Fim de parceria de baterias no Canadá
Separadamente, a Stellantis informou o encerramento da joint venture com a sul-coreana LG Energy Solution para produção de baterias no Canadá. O acordo, anunciado em 2022, previa investimento superior a C$5 bilhões em uma fábrica em Windsor, Ontário.
A LG pretende adquirir a participação de 49% da Stellantis por valor simbólico de US$100. Segundo a empresa sul-coreana, mais de C$5 bilhões já foram investidos na instalação.
Desempenho e projeções
As entregas globais do quarto trimestre cresceram 9%, impulsionados pelo desempenho nos Estados Unidos, especialmente das picapes Ram com motores Hemi e do Jeep Grand Cherokee atualizado. Na Europa, houve queda de 4%, relacionada principalmente à Peugeot e aos veículos comerciais leves.
Para 2026, a Stellantis projeta margem operacional em nível baixo de um dígito, incluindo impacto aproximado de €1,6 bilhão associado a tarifas. A companhia também planeja emitir até €5 bilhões em títulos para reforçar sua posição financeira.
Reestruturação
A montadora tenta recuperar participação de mercado após perdas registradas na gestão anterior, marcadas por aumentos de preços, lacunas de portfólio e problemas de qualidade. A nova estratégia inclui investimento de US$13 bilhões nos Estados Unidos, retomada de motores V8, adiamento de projetos elétricos, contratação de cerca de 2 mil engenheiros adicionais no país e cancelamento de iniciativas como uma joint venture de hidrogênio.
A empresa também tem reduzido preços para estimular a demanda. O balanço anual completo será divulgado em 26 de fevereiro.
As perdas relacionadas à eletrificação acompanham ajustes semelhantes no setor. A Ford anunciou encargos de US$19,5 bilhões ligados à reestruturação do negócio de veículos elétricos, enquanto a General Motors acumula cerca de US$7,6 bilhões em ajustes comparáveis. A Porsche também revisou sua estratégia, reforçando investimentos em motores a combustão e híbridos e adiando ou cancelando novos elétricos.
Fonte: AutoNews











Acões cairam 30%....Falência a vista!!! xiiiii.,..,.
ResponderExcluirPostar um comentário
Comentários que contenham palavras de baixo calão (palavrões),conteúdo ofensivo, racista ou homofóbico serão apagados sem prévio aviso.