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Chery Celer: impressões de uso aos 37.000 Km e venda

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O Chery Celer Hatch 2017 do nosso teste de longa duração chegou aos 37.000 Km, e neste artigo encerramos o teste com o modelo com um relato sobre o período final de uso, e também como foi o processo de venda do modelo.

Chery Celer usado - teste de longa duração

A situação do carro ao final dos 37.000 km, com considerações sobre seu uso, e também sobre venda no mercado de usados está no vídeo a seguir.



O Chery Celer foi usado na região Centro-Oeste do Brasil, para uso urbano em Brasília (DF), e em muitas viagens para instâncias turísticas do interior de Goiás, como Alto Paraíso, Chapada dos Veadeiros, Cavalcante, Pirinópolis, entre outros, tendo enfrentado muitas estradas de baixa qualidade, e também estradas de terra.

Chery Celer usado - teste de longa duração

A jornalista que estava testando o carro perdeu o prazo da primeira revisão, a qual foi feita aos 12.000 Km, de modo que o carro então ficou sem garantia. Entretanto, apesar de legalmente sem garantia, não tivemos qualquer problema com o carro que exigisse acioná-la.



O carro em si chegou aos 37.000 km com acabamento interno praticamente no mesmo estado de quando 0KM. Os bancos continuam com a mesma conformação e não ficaram deformados. Os plásticos internos têm alguns risco normais de uso, mas em nenhum caso houve desprendimento de peças.

Chery Celer usado - teste de longa duração

O estado geral do carro não deixa de ser uma surpresa, pois este é um carro nacional, mas de origem chinesa - algo ainda associado no Brasil como de baixa resistência. Este Celer, porém, se mostrou adequado às condições brasileiras, com uma suspensão que aguentou os desafiadores pisos de baixa qualidade, mantendo-se íntegra nesse período. Os pneus chegaram aos 37.000 Km, já depois de um rodízio, com desgaste normal e uniforme para a quilometragem indicando não ter ocorrido desalinhamento das suspensões.

Chery Celer usado - teste de longa duração

Logo no começo do teste do Celer sofreu algumas colisões, as quais nós optamos por não repará-las. Ao final do teste fizemos um orçamento para o conserto do para-lama dianteiro direito e pintura dos dois para-choques, e obtivemos um valor de R$ 2.250 reais na concessionária, a qual daria também o polimento.

Chery Celer usado - teste de longa duração

Como consideramos o valor um tanto elevado, optamos por uma oficina particular, a Três Irmão, no Setor de Oficinas Norte, de Brasília (DF), onde já tínhamos feito reparos em outros VW Golf de teste de longa duração. Eles cobraram pelo mesmo serviço, com polimento, R$ 1.110 reais, e pediram 2 dias para executar.

Chery Celer usado - teste de longa duração

Dessa forma, quando pegamos o carro da oficina, anunciamos o carro em classificados on-line, inicialmente pelo preço de tabela FIPE (R$ 28.500 reais), mas não tivemos qualquer contato. Então baixamos o preço para R$ 24.900 reais. Havia outros Chery Celer 2015 e 2016 nacional com menos quilometragem, na garantia, com pintura metálica, e até alguns da versão top (ACT) por R$ 26 mil.

Chery Celer usado - teste de longa duração

Logo que baixamos o preço uma pessoa de Brasília (DF) veio ver o carro e iria comprar, mas desistiu quando informamos que o carro não tinha garantia. Essa pessoa já conhece os carros da Chery, pois é proprietário de um QQ da geração anterior, e, segundo ele, os dois "atrativos" da marca são o preço baixo e o prazo de cinco anos de garantia para o Celer, de modo que a garantia para ele é fator fundamental.


Depois recebemos várias ligações, e acabamos vendendo, após negociação, para um comprador de Goiânia (GO) por R$ 23.000 reais (desvalorização de 30% sobre o valor de aquisição - R$ 32,9 mil), que estava ciente do fato de o carro não ter garantia, mas não se importou. Entre o anúncio e a concretização da venda se passaram 10 dias.

Chery Celer usado - teste de longa duração

Segundo os consultores da concessionária Chery Dali de Brasília, caso o carro estivesse com garantia, poderia ser vendido por cerca de R$ 25 mil reais.



O comprador do Celer nos disse que iria colocar o carro no Uber, e que ele é o modelo 2015 mais barato que tem no mercado, e pelas suas dimensões, ele se enquadra na categoria "Select" do Uber, que remunera melhor. Segundo esse comprador, o Chery Celer Sedan é até melhor para o Uber, por conta do porta-malas. Segundo tal pessoa, o Chery Celer está sendo muito procurado por motoristas de Uber.

Conclusão

O Chery Celer 2015 Flex nacional Hatch chegou aos 37.000 km de uso com carroceria e interior em estado praticamente idênticos aos do modelo 0KM. O modelo resistiu bem às condições precárias às que foi submetido, sem apresentar qualquer problema crônico.

Chery Celer usado - teste de longa duração

A comercialização no mercado de usados, porém, exige que se coloque preços "agressivos", abaixo da avalição da tabela FIPE, caso queira vender o carro em um curto período de tempo.

16 comentários:

  1. Deve ser bom, mais não entra nas minhas preferências.

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  2. Boa sorte para o novo proprietário q vai rodar muito com esse carro na uber pra poder ganhar alguma coisa e vai ter uma desvalorização monstruosa na hora de vender,quem roda na uber tem q levar em consideração o desgaste e depreciação do carro pq o lucro é mínimo e não compensa.

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  3. Aguentou bem, no mínimo está em pé de igualdade com o que temos no mercado de populares, se não melhor... muito carro nesta quilometragem já teria vazamentos de óleo, folgas na homocinética ... E vendeu muito rápido também, foi mais fácil vender esse Chery que muito importado automático por exemplo.

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  4. Até acredito que seja bom, mas vender esse carro com 70 mil km deve ser tarefa impossível.

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  5. O repórter ter perdido a garantia foi o melhor, cada uma!!!!
    Lógico que o carro vai ter uma desvalorização monstruosa por conta disso.

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  6. Eu vejo que o chinês sofre um preconceito enorme, já vi em Curitiba carros da JAC com 100.000 km em perfeitas condições.

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  7. Ainda bem que rodou sem problemas ate 37000 km ....na Europa a primeira revisào...somente aos 30000 km na maioria dos Carros...o carro de gasolina là Vai Tranquilo ate 250 000 km e Diesel ate 400 000 km...

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    1. É verdade!
      Não considero velho um carro com 38.000 quilometros rodados.
      É novo ainda e só começa a ficar "velho" depois dos 100/120.000 quilometros rodados.
      Minha mãe tem um Polo sedan 2009, com 85.000km e tá perfeito

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  9. Com esta quilometragem é fácil o carro chegar inteiro, agora quero ver depois dos 150.000 km para ver como vai estar.

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  10. Mas com 150k rodados vão ser poucos que apresentarão bons resultados, é ilusão pensar que só os chineses... Na questão desvalorização muitos tem a mesmo problema. É questão de mercado de usados, é desvalorizar o seu bem para ganhar dinheiro em cima.

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  11. Tenho Volks e teve um problema na caixa de direção e foi substituída com 40k rodados e aí,e não chinês.

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  12. Vender um carro pela tabela FIPE... Alguém sequer tenta isso?
    Tabela FIPE é preço base e não o preço de venda, pois temos que considerar que nem todo proprietário cuida do carro do mesmo jeito, então um carro pode até valer o valor da tabela, porém há infinitos outros que não valem.

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  13. Meu Celer sedã ACT 16/16, adquirido em 08/2016, chegou aos 20.000Km e não tenho nada a relatar que desabone o carro. Ele é excelente no trânsito urbano e melhor ainda na estrada. Já passei dos 160Km e não tive está trepidação do volante, conforme o repórter relatou. Pelo contrário, o carro se manteve firme.
    Lógico que faço todas as revisões na concessionária, bem como alinhamento e balanceamento periódico, face as ruas e estradas que possuímos. Em estradas de terra a boa distância do solo lhe dá uma grande vantagem contra outros modelos convencionais também.
    A suspensão que a princípio parecia ser mole. Na realidade é macia(não estamos acostumados a este tipo de suspensão) mas firme e confortável o que não impede de deixar o carro excelente nas curvas.
    Em suma: já tive carros da GM,Volkswagen, Fiat e dirigi carros da Renault e Peugeot e francamente, o Chery me impressionou no "test drive" e a cada dia fico mais satisfeito pela escolha. E o que me levou a comprá -lo, foi o fato dele ser fabricado no Brasil.

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