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VW Santana CD 86: desempenho, consumo e especificações

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Um Volkswagen Santana CD 1986, duas portas, com 16.000 quilômetros, está anunciado à venda no Mercado Livre pelo preço de R$ 25.000 reais. Este artigo traz suas especificações.

VW Santana CD 1986

O Santana CD (CD = Comfort Diamond) era a versão topo de linha do sedã de luxo que a Volkswagen lançou no Brasil em julho de 1984. A linha 1986 trazia itens como ar-condicionado e direção hidráulica, além de motor aperfeiçoado AP-800 de biela longa com 2 cv a mais que o anterior. Complementando o pacote de ajustes destinados a dar mais agilidade ao Santana, a VW colocou no sedã o câmbio do Gol GT, mais curto.

VW Santana CD 1986

Como resultado, no tesre da revista Quatro Rodas de Julho de 1986, o Santana CD acelerou de 0 a 100 Km/h em 13,19 segundos - 0,3 s mais rápido que o modelo 1985. Foram as retomadas, porém, que mostraram ganhos expressivos: de 40 a 100 Km/h o tempo caiu de 30 segundos no 1985 para 23,28 segundos - mais de 6 segundos mais rápido. Com o ar-condicionado ligado a aceleração de 0 a 100 Km/h foi feita em 14,37 segundos. A velocidade máxima aferida foi de 164,3 Km/h.

VW Santana CD 1986

A adoção do câmbio mais curto teve como reflexo negativo a piora no consumo: com etanol, a 80 Km/h, a média caiu de 12 Km/l para 11,37 Km/l, em estrada.

VW Santana CD 1986

De qualquer forma, o Santana CD 86 era, à sua época, um sedã de luxo moderno e que fez muito sucesso no mercado brasileiro. Em julho de 1986, menos de dois anos após o lançamento, a Volkswagen já contabilizava vendas de 66.510 exemplares do modelo, algo como 2.800 unidades por mês. Hoje, quase 30 anos depois, o Jetta vende menos da metade disso.

VW Santana CD 1986

O Santana foi o primeiro modelo de luxo da Volkswagen do Brasil e oferecia bom espaço interno, graças aos 4,53 metros de comprimento e 2,55 metros de largura. O porta-malas acomodava 394 litros. O peso, em ordem de marcha, era de 1.120 Kg.

VW Santana CD 1986

A lista de itens de série incorporava vidros, travas e retrovisores elétricos, bancos revestidos de veludo, ar-condicionado, direção hidráulica, faróis e lanternas de alumínio, quatro apoios de cabeça, descansa braço central traseiro, entre outros itens.

Preço atualizado

O Santana CD 1986 2 portas, movido à álcool, era cotado a Cz$ 128.895,00 em 7 de julho de 1986. Esse valor, corrigido pelo IGP-DI (FCV) para julho de 2015, corresponde a R$ 104.370 reis.

Conclusão


O Volkswagen Santana foi um carro que marcou as décadas de 80 e 90 no Brasil, por seu luxo e requinte, associado às linhas elegantes e sóbrias. Um exemplar como esse do Mercado Livre, caso se confirmem as informações do anúncio, certamente é um modelo colecionável.

Fotos: Mercado Livre 

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44 comentários:

  1. olha só o Santana , tive um gls aut.Saudades

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    1. Em 2003 comprei um Santana GLS 2.0 1989, com pouco mais de 20.000 Km. O vendi em 2015 com pouco mais de 41.000 Km para um amigo que está com ele até hoje. O carro é esse do link abaixo, com fotos na SQN 311 da Asa Norte.

      http://www.car.blog.br/2012/07/vw-santana-gls-2000-um-classico-da.html

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    2. Quem conhece Brasília, sabe que, em 1989, a Asa Norte quase nem existia...eram poucas quadras. Essa SQN 311 foi existir somente depois de 2001.
      E essas são fotos de um Santana 1989 em 2004....estava 0KM esse carro!

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    3. Fábio o Santana é um Passat e não um Golf Sedan(Jetta)

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    4. Exatamente.

      O Santana é a segunda geração do Passat alemão.

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    5. Meu pai comprou um em 87 , modelo gls mas não tinha retrovisores elétricos como esta no texto, só se era item opcional. Mas falando do carro era maravilhoso, lembro do toca - fitas o belíssimo bosch Rio de Janeiro ,carro que deixou saudades.

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    6. E só pra corrigir o texto o motor era AP 1800

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    7. Na época, era AP-800 mesmo.

      A VW mudou a nomenclatura no início da era Autolatina (1987-1996).

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  2. Respostas
    1. Não é exatamente o mesmo não.

      O EA-827, conhecido como AP, é de uma geração mais antiga. Ele surgiu aqui no Brasil em 1974, no lançamento do Passat, com 1,5 litros.

      O bloco é praticamente o mesmo, mas as bielas do 2.0 EA-113 usado no Jetta são mais longas, reduzindo a aspereza de funcionamento e o cabeçote é do tipo "cross-flow", mais eficiente do que o usado no AP.

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    2. É isso mesmo, Rogerio H, até mesmo o motor AP teve várias mudanças internas ao longo da vida do projeto. Esse motor EA-113 pode ser considerado uma evolução do AP, mas definitivamente não é o mesmo.

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  3. Antigo por antigo eu prefiro pagar esse preço em um carro de verdade, com tração nas rodas certas!

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    1. Acho difícil comprar um Opala com baixíssima km por 25.000

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    2. Alfa Romeo 2300 Ti
      BMWs e Mercedes dos anos 90
      Ômega (pq não?)
      ...

      Quer mais?

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    3. Tirou as palavras da minha boca Ravel. Realmente esse Santana tinha suas vantagens, mais a qualidade dos encaixes....hmmmm....que tristeza. A grande maioria deles soltava o forro do teto e esse painel com plásticos rígidos ressecavam com o sol e o carro virava uma escola de samba amplificada, os botões saíam na mão e apagavam seu desenho. As partes cromadas externas caíam, tanto que é muito raro encontrar um que ainda tenha as partes cromadas. Monza, Del-Rey, Alfa 2300 Ti e Opala eram infinitamente melhores nesse aspecto.

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    4. Quanto exagero.

      O Santana 89 do meu velho tinha quase 400 mil km (até ser roubado) e o painel ainda estava perfeito, sem uma trinca sequer ou peças quebradas.

      "Partes cromadas externas caíam..."

      Qualé, meu... Tive um GLS 89 que rodou mais de 180.000 km só nas minhas mãos e tudo estava como original. Isso varia de acordo com o cuidado do dono... Sem falar que não era nenhuma "escola de samba amplificada" como você afirma. Aliás, os Santanas que tivemos aqui eram infinitamente mais silenciosos de acabamento do que Gol G5/G6 e Fox com 6 meses de uso...

      "botões saíam na mão e apagavam seu desenho..."

      Verdade, mas isso acontecia sobretudo quando roubavam o rádio dele e o ladrão detonava o painel. O que costumava quebrar (mesmo assim, depois de um bom tempo de uso) era o canto esquerdo do painel, bem no botão dos faróis. Os botões que costumavam apagar com o tempo eram os do comando do AC (teclas OFF e AC, que eram mais usadas).

      Sobre o forro do teto, isso acontecia com os forros pré-moldados, que passaram a vir nos modelos 1987 em diante. Mas não era difícil de resolver. Um bom tapeceiro não cobra muito caro para resolver definitivamente esse problema. Esse problema foi corrigido em 1991, com a nova geração. Tive um Versailles 93 que comprei em 2003 com esse mesmíssimo forro do Santana e ele ainda estava perfeito, mesmo com 10 anos de uso.

      Você exagera nas coisas. Muito do que falou é puro relaxo do proprietário, e não culpa do carro.

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    5. BMW e Mercedes dos anos 90 usadas até o osso
      Alfa Romeo uma missão impossível, como encontrar uma agulha no palheiro
      Só o Omega que da para achar um com 25k num estado razoável.

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  4. Belo carro, meu tio me levava a escola num desses com pintura dourada e 4p, o carro chamava muito a ateção da garotada.

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  5. Aquilo ali encima no painel é uma espécie de "computador de bordo" medindo consumo?
    Se sim, muito legal saber que nessa época já tinha coisas desse tipo.
    Fico imaginando como seria ter um carro desses hoje em dia, para manter, pois ainda parece um carro muito digno para se andar.

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    1. Quase. De fato era um indicador de consumo instantâneo com um led para indicar o melhor momento para a troca de marchas. Acrescento ainda que no manual do carro havia a recomendação para pular da 3ª para 5ª marcha sempre que possível.

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  6. Lindo demais esse Santana. O primeiro dos três que meu pai teve era exatamente dessa cor, azul clássico. Mas ele era ano/modelo 1985 e basicão, da versão CS.

    A quem perguntou sobre o instrumento no cluster acima das luzes-espia, trata-se do econômetro, o mesmo hoje disponível no Up. Funcionava assim: no momento de passar a marcha, acendia a luz amarela que fica dentro de uma seta. Ao passar a 5ª marcha, como não havia mais marcha prá cima, surgia um ponteiro marcando o consumo instantâneo, indicado pelos números presentes no instrumento. Apesar de tecnológico, o item desagradou os tradicionais clientes da VW, que o consideravam irritante. Só durou até os modelos da linha 1987. Em 1988, a VW suprimiu o instrumento e colocou um símbolo da marca no lugar.

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    1. Absolutamente correto a sua explanação sobre o econômetro, mas gostaria de fazer algumas correções:

      O econômetro chegou a equipar alguns VW´s 88, já como modelo 89. Foram alguns poucos, mas existem sim... Provavelmente, foi a sobra do estoque.

      Tivemos 3 Santanas na família: um CG 1.8 1985 dourado, um CL 2000 1988/1989 Marrom Antílope e um GLS 2000 1988/1989 Cinza Quartzo. Todos excelentes carros, muito robustos, confiáveis e confortáveis.

      O CL ainda tinha econômetro, mesmo sendo modelo 89. O GLS já não o tinha mais. Pela numeração dos chassis de ambos (JP232148 e JP244978, respectivamente), o CL foi fabricado um pouco antes do GLS.

      Na matéria, uma correção: sobre a largura do carro, ele tinha 1,70m e não 2,55m. Esse aí é o entre-eixos.

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    2. Não tô duvidando da sua informação, mas, como eu disse acima, o CS 2p 85 foi o primeiro de três Santanas que meu pai teve. O segundo foi um CL 2p 1.8, também basicão e também azul escuro, só que num novo tom chamado azul biscaia. Esse era ano-modelo 88/88, mas de julho daquele ano, e já não tinha mais o econômetro. Acredito, então, que o econômetro tenha sido mantido até as primeiras unidades dos modelos fabricados em 88 e suprimido ainda na própria linha 88. Vale lembrar que naquele tempo, diferentemente de hoje, a linha do ano seguinte só era lançada lá prá outubro/novembro.

      Essas duas maravilhas anunciadas no Webmotors ajudam a responder a questão:

      http://www.webmotors.com.br/comprar/volkswagen/santana/1-8-gls-8v-alcool-4p-automatico/4-portas/1987-1988/13778620

      http://www.webmotors.com.br/comprar/volkswagen/santana/1-8-gls-8v-alcool-4p-automatico/4-portas/1988/13778621

      A propósito, o terceiro Santana do meu pai foi um GLS 2.0 2p 89/89 na cor bege flash (dourado), com interior monocromático marrom. Também não tinha o econômetro.

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    3. 88/89 alguns tinham econômetro sim. Poucos, mas tinham.

      Como eu disse, o CL 88/89 que tivemos, tinha o econômetro. Provavelmente foram os últimos painéis que usaram. E eu lembro perfeitamente do documento... Fabricado em 1988 e modelo 1989. E o manual era o original do carro e ainda indicava a existência do instrumento.

      Agora, o GLS que tivemos, também era 88/89 e já não tinha mais. O manual também era o original e já não fazia mais a referência do econômetro.

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  7. Lá em casa tivemos um CD 85 muito parecido com esse. Depois foi um GLS 1988, ainda 1.8, um GLS 2000 88 e um GLS 2000 89. Esse último foi meu por mais de cinco anos. Excelente carro.

    abraço,
    Marcelo Schwan

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  8. Belo carro, outro carro que merece atenção em minha opinião:

    http://carro.mercadolivre.com.br/MLB-652077952-vw-voyage-1995-18-5000-km-no-gol-gts-gti-passat-pointer-_JM

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    1. Muito bom! É pena que esses modelos da linha BX (Gol, Voyage, Parati e Saveiro) que passaram a vir com para-choque cinza (linha 93 em diante) frequentemente estejam com essa peça queimada, gasta, parecendo descascada. Será que é mais difícil recuperar um para-choque cinza do que um preto convencional?

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    2. Muito bom! É pena que esses modelos da linha BX (Gol, Voyage, Parati e Saveiro) que passaram a vir com para-choque cinza (linha 93 em diante) frequentemente estejam com essa peça queimada, gasta, parecendo descascada. Será que é mais difícil recuperar um para-choque cinza do que um preto convencional?

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  9. Tive um Santana do mesmo modelo, cor e ano que este da matéria... foi o meu primeiro carro! Um ótimo carro!

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  10. Meu pai teve um igualzinho, só que verde. Era muito luxuoso p/ a época, tinha bancos de veludo. Traz boas recordações.

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  11. O Jetta 2.0 é o santana com facelift !! ate o motor é o mesmo de 30 anos atrás !

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    1. Não é o mesmo não.

      Se informe melhor.

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    2. isso mesmo Leandro, motor AP de ferro fundido

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  12. Santanão é um clássico. Ainda mais esse azul, típico da época. Concorria com o Chevrolet Monza e com o Ford Del Rëy.

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    1. O Monza, pra mim, é bem mais carro.

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    2. Considero o Monza um ótimo carro também, mas, para uma condução mais esportiva, o Santana era bem melhor.

      Começa pela direção hidráulica, cuja progressão no Santana era muito mais eficiente. Em altas velocidades, ela ficava bem firme, algo que não ocorria no Monza.

      O câmbio do Santana era bem mais preciso nos engates. A quinta marcha do Monza às vezes, teimava em não engatar, já que era muito "longe" da quarta.

      O Monza tinha um rodar mais classudo e filtrado, que agradava mais a quem gostava de carro mais macio. O Santana era mais firme, com comportamento melhor em altas velocidades.

      Eu teria um Monza sim, preferencialmente da safra 88 a 90, que considero os melhores. Mas ainda prefiro o Santana.

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  13. Se existe um carro sedan que foi ícone de luxo dos anos 80, com certeza foi esse Santana. Tivemos um CD ano 85 no qual andamos mais de 220mil Km (o hodômetro quebrou e meu pai não consertou), então foi muito mais que isso. Andamos nele até 2004, quando vendi por R$2.500,00, mas já estava bem velho (faltava 1 ano para ter isenção de IPVA de 20 anos de uso). Lembro que fundimos até o motor 1.8 e trocamos por um 2.0 usado. Se tem um carro com muitas histórias para contar, com certeza foi esse carro que um amigo meu chamava de tanaka turbo, rs.

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  14. Meu pai teve um Gls Branco com película escura no vidro que há época era novidade. O farol dianteiro era o que tinha um duplo vertical. Que saudade.....!!!! Isso sim era carro pra família.............!!!!!!

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  15. Olá gente, alguém sabe me dizer quantos kilometros faz por litro o modelo cs 1986 álcool.

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  16. Boa noite Srs,gostaria de uma informação do modelo 1986 motor cs álcool de quantos kilometros faz por litro na cidade e na estrada e se ele aceita GNV.

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  17. Boa noite Srs,gostaria de uma informação do modelo 1986 motor cs álcool de quantos kilometros faz por litro na cidade e na estrada e se ele aceita GNV.

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